Futebol Equilibrio RR

"BUSCA IDENTIFICAR, CORRIGIR E
MANTER O EQUILÍBRIO DA ESTRUTURA
DE UMA EQUIPE DE FUTEBOL"
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MARCANDO PRESENÇA

Treinamento Técnico

Além dos aspectos que compõem o treinamento tático, os fundamentos técnicos são importantíssimos para que o treinador de futebol possa definir o elenco. Entende-se, que o atleta de futebol profissional esteja constantemente aprimorando os fundamentos tais como, recepção, domínio e controle de bola, condução de bola, drible e finta, marcar e desarmar, passe, chute e cabeceio.

 

 

Segundo Gama Filho, em Garcia e Lemos (2001: p.89), “pode-se definir treinamento técnico como aprendizagem, aperfeiçoamento ou desenvolvimento de um fundamento no futebol.” E dividiram e nomearam os fundamentos técnicos do futebol da seguinte maneira:

a) Recepção, domínio e controle – A recepção é o primeiro contato com a bola, realizado através de uma das estruturas corporais permitidas pelas regras. O domínio é definido como ação de diminuir a velocidade da bola preparando-a para o controle. O controle pode ser definido como ato de manter a bola sob seu raio de ação visando poder realizar a ação técnica subseqüente com qualidade;

b) Orientação e condução de bola – A orientação é o ato de o futebolista movimentar a bola em toques curtos e suaves, mantendo-a sob seu raio de ação em ritmo lento ou moderado, e preparando-a para ações posteriores. A condução é o toque da bola procurando-se progredir pelo terreno de jogo em velocidades acentuadas, tocando na bola conforme a necessidade da jogada, ou a duas ou três passadas da progressão com o intuito de ganhar espaço de jogo;

c) Drible e finta – Denomina-se drible o recurso de que se utiliza o futebolista para, quando de posse de bola, ultrapassar o adversário sem perder o controle da mesma. “Denomina-se finta a ação de enganar ou iludir o adversário sem bola, ou seja, desequilibrar o adversário para posteriormente ultrapassá-lo”. A ginga do corpo é de suma importância nessa ação, pois quanto mais desequilibrar o oponente maior facilidade terá para ultrapassá-lo;

d) Marcar e desarmar – Marcar é o ato de impedir, obstruir, parar as ações técnicas e táticas do adversário que por ventura possam levar perigo à meta. Desmarcar é ficar em situação favorável dentro das ações do jogo para receber uma bola;

e) Passe – Denomina-se a movimentação de bola entre companheiros da mesma equipe objetivando chegar à meta adversária ou manter durante o maior tempo possível a posse de bola;

f) Chute – É o ato de tocar a bola utilizando a perna / pé, golpeando a mesma de diversas maneiras em várias trajetórias, com o objetivo principal de realizar um gol;

g) Cabeceio – É o ato de o jogador golpear a bola com a cabeça, com a intenção de fazer o gol, realizar um passe e ou afastar a bola da linha de defesa;

h) Goleiro – O goleiro é um elemento de fundamental importância para impedir que a bola entre em sua meta. Vale salientar que o goleiro, além de defender a meta, pode ser o primeiro jogador a reiniciar o jogo, como também ser o primeiro do contra-ataque.

 

Entende-se, que o passe é o fundamento mais importante no esporte coletivo. Precisa existir interação perfeita entre os atletas para que a troca de bola possa atingir os objetivos. Se não houver uma combinação perfeita de passes, não haverá uma boa recepção, um bom domínio, um bom controle, condução de bola, condições de drible e finta, uma boa marcação, uma boa condição de chute e até mesmo um bom cabeceio.

 

Segundo (Melo, Rogério Silva, P.63):

1º. Não se deve passar só por passar. Cada bola que sai dos pés de um jogador deve conter uma intenção e, no passe, mais do que nunca;

2° A bola deve ser passada de preferência rente ao chão e sem efeito, de modo a facilitar o mais possível o trabalho do companheiro. O jogo rasteiro é o mais eficiente e, por isso mesmo a bola no chão;

3° Sempre que possível, deve-se passar para o espaço livre na frente do companheiro, ou mesmo sobre ele, provoca sempre paradas e voltas que atrasam o ataque, perdendo-se muitas vezes, segundos preciosos e, com eles excelentes oportunidades. Além disso, passe dado “no buraco” como diz vulgarmente, pode deixar completamente batido um ou mais adversário;

4° Deve-se procurar sempre iludir o adversário quanto à nossa intenção. Quando se pretende passar para determinado companheiro, nunca se deve correr driblar ou mesmo olhar diretamente para ele. Do contrario, facilitamos a ação do oponente;

5° Há sempre um momento ótimo para se realizar o passe. É quando, para nos dar combate, o adversário se dirige para nós. Não se deve, porém, deixar que ele se aproxime muito, pois isto facilitara a sua intervenção;

6° Deve-se passar também, antes que o companheiro que visamos corra para desmarcar-se. Se o fizermos depois, demorando o passe, correremos o risco de colocá-lo em impedimento, quando num passe de profundidade.

 

 

 

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